Foz do Iguaçu, PR – A fiscalização municipal reforçou, ao longo de 2025, as ações de prevenção e combate à dengue em Foz do Iguaçu. O trabalho é realizado pela Diretoria de Fiscalização, vinculada à Secretaria Municipal de Finanças e Orçamento, com foco na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e na regularização de imóveis com problemas de limpeza e conservação.

Durante o ano, 430 imóveis foram notificados por irregularidades, número superior ao de 2024, quando 133 propriedades receberam notificações. Apesar do aumento nas abordagens orientativas, houve redução na emissão de autos de infração, indicando que parte dos responsáveis realizou as adequações após a notificação inicial.

Em 2024, foram emitidos 480 autos de infração, somando R$ 1.226.774,15 em multas. Em 2025, o número caiu para 385 autuações, com R$ 909.137,58 em penalidades aplicadas. “Mesmo com mais notificações, conseguimos reduzir os autos de infração. Isso mostra que a população está respondendo melhor às orientações e que nosso trabalho tem sido cada vez mais preventivo”, afirmou o chefe da Divisão de Fiscalização de Posturas, José Roberto Alves Ferreira.

A irregularidade mais recorrente continua sendo a falta de limpeza e conservação dos imóveis, condição que favorece o acúmulo de água parada e amplia o risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue. Em 2025, os valores das multas variaram entre R$ 1.172,80 e R$ 3.518,40, com média de R$ 2.345,60 por autuação.

Queda histórica nos casos de dengue

Foz do Iguaçu encerrou 2025 com redução significativa nos indicadores da doença. Foram confirmados 1.031 casos de dengue ao longo do ano, frente a 14.683 registros em 2024, o que representa queda aproximada de 93%. As notificações também diminuíram, passando de 28.850 para 10.548. As internações caíram de 2.017 para 437, redução de 78,3%.

O resultado é atribuído a ações integradas de prevenção, como mutirões de limpeza, visitas domiciliares, eliminação de focos do Aedes aegypti e campanhas de conscientização. O município também conta com a implantação do método Wolbachia, iniciativa conduzida pela Fiocruz com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

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