Buenos Aires (AR) – Um estudo do Instituto Interdisciplinar de Economia Política (IIEP), da Universidade de Buenos Aires, aponta que o ajuste no mercado de trabalho argentino atingiu com força muito maior o setor privado. Segundo o levantamento, a perda de empregos formais nas empresas foi seis vezes superior à registrada no setor público, cenário que se soma ao aprofundamento da queda do poder aquisitivo do salário mínimo.

Queda do emprego formal é puxada pelo setor privado

O emprego assalariado formal na Argentina registra retração contínua desde maio. Dados desagregados referentes a agosto mostram a dimensão da perda:

Conforme o IIEP, o impacto recai principalmente sobre as empresas, enquanto o emprego formal em casas particulares foi o único segmento que conseguiu se manter estável no período.

Salário mínimo tem pior nível desde 2001

O estudo também evidencia o declínio histórico do salário mínimo, vital e móvel (SMVM). Entre novembro de 2023 e outubro de 2025, o indicador acumulou queda real de 35%, levando o valor atual ao patamar inferior ao registrado em 2001, antes do colapso da conversibilidade.

Outros destaques do levantamento: