O inverno de 2025 se despede nesta segunda-feira (22) com marcas que colocam Foz do Iguaçu em evidência dentro do cenário paranaense. Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a cidade registrou chuva muito acima da média histórica e também voltou a sentir o frio intenso que não ocorria há quatro anos.
No dia 24 de junho, os termômetros marcaram -0,6°C em Foz do Iguaçu, temperatura negativa que não se repetia desde 2021. O fenômeno foi acompanhado de geada em várias áreas do Oeste, afetando tanto áreas urbanas quanto a produção agrícola.
Já no campo da chuva, a diferença foi histórica: enquanto a média para junho é de 86,1 mm, em 2025 foram registrados 358 mm, o que representa 271,8 mm acima do normal. O dado coloca o mês entre os mais chuvosos da série histórica do município.
Contexto estadual e impacto local
Os números de Foz do Iguaçu estão em sintonia com o comportamento irregular do inverno no Paraná. Se por um lado General Carneiro registrou a menor temperatura do estado, -7,8°C, em 25 de junho, por outro cidades do Oeste, como Foz, São Miguel e Capanema, bateram recordes de chuva em junho.
Essa combinação de frio e precipitação intensa impactou o cotidiano da região. Agricultores precisaram acionar o Alerta Geada, serviço do Simepar em parceria com o IDR-PR, que emitiu 28 avisos oficiais durante a temporada. Já nas áreas urbanas, o volume de água em curto período gerou preocupação com drenagem e infraestrutura.
Extremos de calor e contraste climático
Mesmo após o registro de temperaturas negativas em junho, agosto trouxe o cenário oposto: veranicos e tardes acima de 36°C em municípios próximos, como Santa Helena e Capanema. Em Foz do Iguaçu, os dias quentes também se destacaram, mas as madrugadas permaneceram frias, resultando em uma amplitude térmica maior que a média histórica.
O inverno de 2025 em Foz do Iguaçu reforça a condição de clima de contrastes que caracteriza a região trinacional. Entre extremos de frio, geadas e chuvas muito acima do normal, o período mostrou que a cidade não ficou à margem da variabilidade climática que marcou todo o estado.