A revista Forbes divulgou nesta quinta-feira (4) a lista dos bilionários brasileiros de 2025. O ranking traz 300 nomes com fortuna superior a R$ 1 bilhão, incluindo 31 estreantes que conquistaram o status de bilionário neste ano. Apesar de 20,6% dos integrantes terem registrado perdas, mais da metade aumentou o patrimônio.
Pelo segundo ano consecutivo, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin aparece na liderança, com R$ 227 bilhões. Em segundo lugar está Vicky Sarfati Safra e família, com R$ 120,5 bilhões, única mulher entre os dez primeiros colocados.
Destaques do Top 10
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Eduardo Saverin (R$ 227 bi, +45,5%) – Cofundador do Facebook, radicado em Singapura, ampliou sua fortuna em quase R$ 100 bilhões em relação à segunda colocada.
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Vicky Sarfati Safra e família (R$ 120,5 bi, +9,4%) – Viúva de Joseph Safra, lidera a fundação filantrópica da família e mantém controle do Banco Safra.
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Jorge Paulo Lemann (R$ 88 bi, -4,2%) – Acionista da AB Inbev e sócio da 3G Capital, enfrentou leve retração no patrimônio.
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André Esteves (R$ 51 bi, +56%) – Sócio do BTG Pactual, impulsionado pelo lucro recorde do banco.
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Fernando Moreira Salles (R$ 40,2 bi, +4,5%) – Acionista do Itaú Unibanco e da CBMM, reforçou participação após reestruturação familiar.
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Carlos Alberto Sicupira (R$ 39,1 bi, -20,8%) – Sócio da 3G Capital e da AB Inbev, ainda lida com reflexos da crise da Americanas.
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Pedro Moreira Salles (R$ 38 bi, +5,1%) – Co-presidente do conselho do Itaú e acionista da CBMM.
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Miguel Krigsner (R$ 34,2 bi, +19,2%) – Fundador de O Boticário, recebeu crédito de R$ 1 bi do BNDES para expansão da rede.
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Alexandre Behring (R$ 31 bi, -11,1%) – Sócio da 3G Capital, com atuação em private equity e conselhos de grandes companhias globais.
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Jorge Moll Filho (R$ 30,4 bi, +119,1%) – Fundador da Rede D’Or, maior grupo hospitalar do Brasil, que registrou valorização expressiva.
Cenário dos bilionários no Brasil
A edição de 2025 revela um aumento da presença do setor de tecnologia, saúde e finanças entre os mais ricos do país. Saverin manteve distância larga dos demais, consolidando-se como o brasileiro mais rico do mundo.
Já Jorge Moll Filho, da Rede D’Or, foi o que mais cresceu em termos percentuais, mais que dobrando sua fortuna em um ano. Por outro lado, Carlos Alberto Sicupira e Alexandre Behring, ambos ligados à 3G Capital, registraram perdas após anos de turbulência nos negócios.
Segundo a Forbes, a concentração da riqueza segue elevada, mas o número de novos bilionários demonstra dinamismo em setores emergentes, como tecnologia e saúde.