Foz do Iguaçu, PR – A Casa da Mulher Brasileira representa um marco na luta contra a violência de gênero no Brasil. Criada pelo Programa Mulher: Viver sem Violência, a iniciativa concentra, em um único espaço, serviços essenciais como Delegacia de Atendimento à Mulher, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública e suporte psicossocial. O objetivo é oferecer atendimento rápido, seguro e humanizado, evitando que a vítima precise se deslocar por diferentes órgãos em momentos de vulnerabilidade.
O modelo, considerado inovador, integra esforços da União, Estados e Municípios, articulando áreas de segurança pública, justiça, assistência social, saúde e promoção da autonomia econômica. Dessa forma, busca eliminar barreiras, prevenir a revitimização e fortalecer o protagonismo feminino no enfrentamento à violência.
Inovação e sustentabilidade no projeto
Em breve, Foz do Iguaçu contará com sua própria Casa da Mulher Brasileira. A construção está em andamento na Avenida Gramado, Vila A, ao lado da Catedral Nossa Senhora de Guadalupe. O investimento é de R$ 9,5 milhões da Itaipu Binacional, com execução do projeto pelo Itaipu Parquetec.
A unidade tem previsão de entrega até o segundo semestre de 2026. A gestão será compartilhada: nos dois primeiros anos, contará com apoio do Ministério das Mulheres e, posteriormente, passará à responsabilidade do Município e do Estado.
A obra também incorporou medidas de responsabilidade ambiental. Serão doadas 181 mudas de árvores, sendo 34 nativas, à Prefeitura de Foz do Iguaçu, responsável pelo plantio em diferentes áreas da cidade, fortalecendo a arborização urbana. O projeto ainda prevê paisagismo no entorno da Casa, garantindo que o espaço de acolhimento se integre harmoniosamente à paisagem local.
Embora siga o padrão arquitetônico definido pelo Ministério das Mulheres, a unidade de Foz do Iguaçu traz diferenciais importantes. A gestão pelo Itaipu Parquetec aplicou a metodologia BIM (Building Information Modeling), ferramenta que otimiza sistemas, antecipa interferências e aprimora soluções.
“Refizemos todos os projetos complementares e, só no primeiro pente fino, eliminamos mais de 100 luminárias. Isso representa economia na implantação e na operação ao longo do tempo. Além disso, incluímos um sistema fotovoltaico que não é obrigatório no padrão nacional, mas foi exigido pela Itaipu com foco em sustentabilidade”, destacou Júlia Teixeira, arquiteta do Itaipu Parquetec.
Com a nova unidade, Foz do Iguaçu dá um passo decisivo na ampliação da rede de proteção e acolhimento às mulheres, unindo tecnologia, responsabilidade social e compromisso com a equidade de gênero.