Curitiba, PR – Fundado em 1884, o Teatro Guaíra completa 140 anos de história como um dos principais símbolos da cultura paranaense. Para marcar a data, a Assembleia Legislativa do Paraná realiza, na próxima terça-feira (2), às 18h30, uma sessão solene no Plenário da Casa, por proposição do deputado Ney Leprevost (União).
Além do aniversário do centro cultural, o ano de 2024 também celebra os 70 anos do Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) e os 50 anos do Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), o maior e mais importante espaço do complexo.
Produção artística e relevância
Mais do que palco de espetáculos, o Teatro Guaíra é espaço de criação permanente. O centro abriga quatro corpos artísticos:
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Balé Teatro Guaíra, com 55 anos de trajetória;
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Orquestra Sinfônica do Paraná, que completou 39 anos;
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Escola de Dança Teatro Guaíra, fundada em 1956 e considerada o corpo mais antigo;
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G2 Companhia de Dança, criada em 1999, formada por ex-bailarinos do Balé.
Para Ney Leprevost, a homenagem é um reconhecimento da importância do espaço:
“O Teatro Guaíra é um verdadeiro patrimônio do Paraná, que há mais de um século projeta nossos artistas e emociona o público com grandes produções. Celebrar seus 140 anos é valorizar a cultura e a memória da nossa gente.”
Uma história de resistência e reinvenção
O início do Teatro Guaíra remonta ao século XIX, quando a Assembleia Provincial doou um terreno à Sociedade Teatral Beneficente União Curitibana para a construção do Theatro São Theodoro, inaugurado em 28 de setembro de 1884.
Durante dez anos, o espaço foi o centro da vida cultural de Curitiba, até ser transformado em prisão durante a Revolução Federalista, em 1894. Em 1900, renasceu como Theatro Guayrá, mas o edifício original foi demolido em 1939.
Somente nos anos 1950, na gestão do governador Bento Munhoz da Rocha Netto, iniciou a construção do atual complexo, projetado pelo arquiteto Rubens Meister e considerado um marco do modernismo paranaense.
O Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) foi inaugurado em 1954, seguido pelo Guairão, em 1974, após um incêndio em 1970, e pelo Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, em 1975.