O Marco das Três Fronteiras, um dos principais símbolos da união entre Brasil, Argentina e Paraguai, celebrou neste domingo (20) seus 122 anos de história com uma programação especial e emocionante. O destaque do evento foi a apresentação da Banda do 34º Batalhão de Infantaria Mecanizada, regida pelo 1º comandante Cláudio Márcio da Luz.

Mais de 3.200 pessoas, entre moradores de Foz do Iguaçu e turistas de diversas partes do Brasil e do mundo, prestigiaram o espetáculo cultural ao ar livre. O pôr do sol, considerado um dos mais belos da região emoldurou o evento, transformando o momento em uma verdadeira celebração da integração de culturas e da paz entre os povos trinacionais.

Entre os presentes, o militar aposentado Pedro dos Santos, que atuou por 35 anos como maestro em diferentes bandas do Exército, emocionou-se com a cerimônia. Residente em Foz do Iguaçu, ele também ensinou trompete a jovens da cidade. “Dei aula por oito anos para bastante criançada aqui em Foz. As bandas militares fizeram parte da minha vida, e ver essa apresentação aqui hoje é motivo de muito orgulho”, comentou Pedro.

O obelisco que marca a paz entre nações

Inaugurado em 1903, o obelisco do Marco das Três Fronteiras está localizado no exato ponto de encontro dos rios Iguaçu e Paraná. A iniciativa do general Dionísio Cerqueira simbolizou o fim dos conflitos territoriais da região após o período das Missões Jesuíticas, consolidando oficialmente as fronteiras nacionais entre Brasil, Argentina e Paraguai.

De acordo com o condutor de turismo Francisco Amarilla, a região passou de “terra de ninguém” para espaço reconhecido de soberania e respeito mútuo entre os três países. “O Marco representa mais do que geografia. Ele simboliza o fim das disputas e o início da convivência diplomática entre nações vizinhas”, explicou Amarilla.

Além da apresentação especial da banda militar, o evento também contou com as atrações culturais diárias que fazem parte da experiência no Marco das Três Fronteiras. O obelisco, com seus três metros de diâmetro e pintado com as cores do Brasil, ocupa o centro da Praça das Três Fronteiras, funcionando como ponto de encontro entre memória, cultura e identidade regional.

O jornalista Jackson Lima também destacou o valor simbólico do espaço: “O Marco das Três Fronteiras é um exemplo raro de convivência pacífica. Que ele continue sendo um símbolo de diplomacia e união para as próximas gerações.”