Na tarde de ontem, guias de turismo e profissionais do setor reuniram-se em frente à tradicional loja Três Fronteiras Artesanato, localizada na Vila Carimã, para expressar apoio ao comércio local e exigir celeridade na conclusão das obras de duplicação da BR-469, a Rodovia das Cataratas. O ato também teve como objetivo demonstrar solidariedade ao proprietário, Sr. Darci, reconhecido por sua dedicação e pelo papel significativo que sua empresa desempenha no turismo da cidade, além de sustentar outros negócios na região. Com faixas que traziam mensagens como “Estamos sofrendo com suas obras”, “Pedimos respeito” e “Turismo pede socorro”, os manifestantes interromperam momentaneamente o tráfego na rodovia, buscando conscientizar turistas, moradores e trabalhadores do corredor turístico.

A loja Três Fronteiras Artesanato ocupa uma posição histórica no turismo de Foz do Iguaçu. Fundada em 1983, ela se destacou como uma das maiores lojas de artesanato da América Latina, oferecendo mais de 4 mil itens de diversas regiões do país, produções que refletem a riqueza cultural brasileira. O local se tornou um marco para o setor, sendo uma parada obrigatória nos roteiros turísticos e um símbolo da hospitalidade iguaçuense. “O artesanato sempre foi um carro-chefe do nosso turismo. É triste ver o movimento cair tanto por falta de acesso. Precisamos preservar nossa história”, afirmou Vera Swiderski, guia de turismo e membro da Liga dos Guias de Foz do Iguaçu.

As obras de duplicação da Rodovia das Cataratas, iniciadas em setembro de 2022 com um prazo previsto de 18 meses, têm avançado de forma lenta. Em janeiro deste ano, apenas 42,49% das obras haviam sido concluídas. Em abril, a empresa responsável solicitou recuperação judicial, resultando na paralisação do canteiro. As atividades foram retomadas em maio, com a divulgação de um novo cronograma que prevê a entrega da primeira etapa em dezembro de 2025 e conclusão total até junho de 2026. Entretanto, o trecho em frente ao comércio da Vila Carimã continua a apresentar dificuldades de acesso, acarretando prejuízos ao setor.

Os manifestantes relatam que a movimentação da loja Três Fronteiras Artesanato já caiu cerca de 90%, refletindo a diminuição do fluxo de turistas e a insegurança gerada pelas obras. “Sem turistas circulando, com ruas mal sinalizadas e cheias de barreiras, os prejuízos se acumulam e os empregos ficam em risco”, declarou Eder Dornelles.

A manifestação deste domingo reforçou a necessidade urgente de soluções para mitigar os impactos sobre os negócios locais e preservar um dos patrimônios mais queridos pelos iguaçuenses.

Profissionais do setor se unem em protesto para cobrar soluções urgentes e garantir a sobrevivência de empresas e empregos. Foto: Divulgação