A edição 2025 do Make Music Day marcou história em Foz do Iguaçu, consolidando-se como o maior festival do gênero no Brasil neste ano. O evento mobilizou mais de 150 músicos, escolas, hotéis, estúdios, praças e atrativos turísticos mundialmente reconhecidos  numa celebração plural e livre da música em todas as suas formas e estilos.

Foram três dias de intensa programação, reunindo punk rock/HC, metal, rap, música barroca, guarani, MPB, sertanejo, clássico, entre muitos outros gêneros. A diversidade foi o tom da festa. “Este ano, Foz se transformou em um grande palco a céu aberto. Foi um ato coletivo de criação, escuta e presença”, afirmou o coordenador do evento, o músico e produtor cultural Giovani Fagundes.

A jornada musical começou logo pela manhã, na Aldeia Tekoha Arapy, com cantos e danças guaranis, ecoando as raízes originárias da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Já à tarde, as Cataratas do Iguaçu receberam a emocionante apresentação da Orquestra Barroca Jesuíta, com arranjos dos maestros Luiz e Ian Szarán, celebrando a música criada nas antigas Missões Jesuíticas. “Viemos compartir a música no lugar de onde ela veio. Esta música foi criada aqui”, destacou o maestro Carlos Bedoya.

Ao longo da programação, mais de 50 locais entre escolas, teatros, pistas, chácaras, estúdios e casas se transformaram em espaços de criação e escuta. A cidade viveu a música em movimento: 15 hotéis e hostels viraram palcos, e pontos turísticos como Itaipu Binacional, Marco das Três Fronteiras e o Mercado Barrageiro também receberam atrações.

A cena underground marcou presença com força: no sábado à noite, bandas de punk, rock e metal do Brasil, Venezuela, Argentina e Paraguai incendiaram o palco do Teatro Barracão. Já o encerramento, no domingo (22), ficou por conta das curitibanas Relespública e Hillbilly Rawhide, no Mercado Público Barrageiro. Além das apresentações ao vivo, mais de 30 artistas gravaram em casa e compartilharam seus vídeos nas redes com as hashtags #MakeMusicDay, #MakeMusicBrasil e #MakeMusic3Fronteiras. A ação teve grande alcance, com transmissões e conteúdos circulando por mais de 120 países. “A fronteira virou mapa sonoro global”, comemorou Giovani Fagundes. “O movimento é livre, popular e contínuo. Ele segue vivo em cada som que ecoa pelas ruas.”

Como o 21 de junho caiu num sábado, a programação escolar foi antecipada para o dia 18. O Colégio Estadual Monsenhor Guilherme sediou um festival repleto de música, teatro e malabarismo, num dia repleto de alegria e protagonismo estudantil. Além disso, cerca de 80% dos CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) participaram das atividades. A música esteve por toda parte, despertando emoção e criatividade entre crianças, jovens e educadores.

A realização do Make Music Foz 2025 é fruto do trabalho conjunto do Coletivo Cultural CUFI, RPC TV, Itai, além de inúmeros coletivos, instituições e voluntários. A união de esforços trouxe um festival que é muito mais do que um evento: é um encontro de gerações, de linguagens, de culturas. “Encerramos com muita gratidão. Foz viveu o maior Make Music do Brasil. Já começamos a preparar a edição de 2026”, celebrou Fagundes.