Na preparação para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém do Pará, a Itaipu Binacional apresentou ao mundo uma proposta ousada e concreta: enfrentar a crise climática por meio de soluções locais e uma abordagem territorial integrada. A iniciativa foi destaque durante a 62ª edição da Conferência dos Órgãos Subsidiários da ONU (SB62), realizada em Bonn, na Alemanha.
A participação da empresa se concentrou em eixos estratégicos como inovação, financiamento climático e agricultura regenerativa, áreas que dialogam diretamente com a chamada “Agenda de Ação” brasileira para a próxima Conferência das Partes (COP30), cujo objetivo é marcar uma virada na implementação de medidas climáticas globais. “A Itaipu é pioneira na transição energética e referência em ações territoriais que valorizam o conhecimento local, envolvendo as comunidades nos processos de diagnóstico, planejamento e execução”, destacou Carlos Carboni, diretor de Coordenação da empresa.
Durante os debates, a Itaipu apresentou programas consolidados que já estão gerando impacto positivo na região onde atua. Um dos principais exemplos é o programa Itaipu Mais que Energia, que abriga diversas frentes, entre elas:
- Desenvolvimento Rural Sustentável: assistência técnica para mais de 7 mil famílias de produtores rurais.
- Energias renováveis: expansão da energia solar fotovoltaica e do biogás.
- Programa Coleta Mais: fortalecimento da coleta seletiva em 255 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul, beneficiando 4 mil catadores de recicláveis.
- Conservação ambiental: preservação de solo e água em áreas agrícolas e manutenção de mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica.
Agricultura regenerativa como solução de futuro
A SB62 é uma etapa fundamental de preparação técnica e política para a COP30. Este ano, os debates foram marcados pelo senso de urgência, diante de um cenário internacional complexo de polarização, conflitos armados e enfraquecimento do multilateralismo.
Nesse contexto, a presidência da COP30 definiu seis frentes prioritárias para acelerar a implementação de soluções já negociadas: energia, Indústria e Transportes, florestas, Oceanos e Biodiversidade, agricultura e sistemas agrícolas, cidades, infraestrutura e água, desenvolvimento humano e social e financiamento, tecnologia e capacitação. Segundo Carlos Carboni, a Itaipu tem muito a contribuir: “Muitas das medidas que adotamos para garantir água à produção de energia também fortalecem a resiliência climática. Estamos prontos para apoiar o Governo Federal não só na logística da COP30, mas também nos debates e na construção da Agenda de Ação.”
Outro ponto de destaque nas apresentações da Itaipu foi a promoção da agricultura regenerativa, tema que vem ganhando força nas discussões internacionais. Para Lígia Leite Soares, chefe do Escritório de Brasília e responsável pelos temas internacionais da empresa, o uso sustentável do solo é uma das maiores oportunidades para o Brasil liderar a ação climática: “A Itaipu já trabalha há muitos anos com práticas agrícolas sustentáveis, fundamentais para conciliar produção de alimentos e preservação ambiental. Isso nos coloca em posição de liderança em um dos temas mais relevantes da COP30.”