Foz do Iguaçu viveu um momento de grande relevância histórica com o tombamento do Marco das Três Fronteiras como patrimônio cultural material. O monumento, que simboliza o ponto de encontro entre Brasil, Argentina e Paraguai, carrega um profundo significado histórico, social e cultural para a região, sendo um marco vivo da identidade local.

O Marco das Três Fronteiras, situado em um local estratégico, remonta ao período das missões jesuíticas e às disputas entre os impérios coloniais. Com a chegada dos primeiros colonizadores, no final do século XIX e início do século XX, a região passou a ser ocupada por pessoas de diversas nacionalidades, contribuindo para a formação de uma identidade cultural plural que até hoje caracteriza Foz do Iguaçu como um dos mais importantes polos multiculturais do Brasil.

No final do século XIX, um impasse diplomático entre Brasil e Argentina sobre a delimitação territorial da área resultou na instalação de marcos secundários, entre eles o obelisco agora tombado. Essa solução pacífica reforça a importância do diálogo entre as nações no lugar de conflitos armados.

“Este ato não apenas preserva a memória coletiva, mas também reforça a importância da convivência pacífica entre as nações”, afirmou Dalmont Benites, Diretor Presidente da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.

O prefeito General Silva e Luna também celebrou o tombamento, destacando sua relevância para a preservação cultural da cidade. “Este é o primeiro tombamento na cidade. Um reconhecimento mais do que merecido, pela história de Foz do Iguaçu”, disse ele, reforçando o compromisso da gestão em valorizar o patrimônio histórico e cultural local.

Antigo prédio da Câmara de Vereadores também é tombado

Além do tombamento do Marco das Três Fronteiras, a cerimônia também marcou a inscrição do antigo prédio da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu no livro Tombo nº 2 de bens imóveis. Construído em 1972, o edifício é um marco da consolidação do poder legislativo local e um símbolo da democracia na cidade. Durante mais de três décadas, foi palco de decisões cruciais para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu.

Situado na Praça Getúlio Vargas, o prédio preserva elementos arquitetônicos marcantes, como a escadaria helicoidal e os terraços com floreiras, que refletem o estilo modernista de sua construção. Apesar das modificações realizadas nas décadas de 1980 e 1990, o edifício mantém a essência de seu projeto original, sendo um importante exemplo da arquitetura modernista que marcou o período.

O tombamento do prédio é um passo importante para a preservação da memória institucional e do patrimônio arquitetônico da cidade. “Este reconhecimento resgata a importância de preservar a história de nossa cidade para as futuras gerações”, destacou Dalmont Benites.

Compromisso com a história e a memória cultural

O tombamento do Marco das Três Fronteiras e do antigo prédio da Câmara Municipal simboliza mais do que a preservação de bens materiais. Representa um compromisso com a valorização da história e da memória coletiva de Foz do Iguaçu. Esses marcos históricos não apenas celebram o passado, mas também reforçam o papel da cidade como elo entre diferentes culturas e povos.

Com o reconhecimento oficial, espera-se que futuras gerações possam compreender a importância desses monumentos, tanto para a identidade local quanto para a convivência pacífica entre as nações que compartilham a Tríplice Fronteira.