O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo o favorito nas simulações para a eleição presidencial de 2026, porém enfrenta adversários do campo da direita que têm diminuído a distância em um contexto de aumento da desaprovação do governo.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu em um caso de suposta tentativa de golpe, é o nome mais competitivo contra Lula. Em um eventual segundo turno, Lula obteria 44% dos votos, enquanto Bolsonaro alcançaria 40%, configurando um empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais.

No cenário de confronto direto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula lidera com 43% contra 37%. Em janeiro, Tarcísio registrava 34% das intenções de voto, demonstrando um crescimento em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula manteve sua taxa.

Os governadores de Goiás e Minas Gerais, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, também diminuíram a distância em relação ao presidente. Caiado subiu de 26% para 30%, enquanto Lula oscilou de 45% para 44%. Zema, por sua vez, foi de 28% para 31%, e Lula caiu de 45% para 43%.

Lula ainda se mantém à frente em simulações contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o ex-coach Pablo Marçal.

Aumento da Rejeição

Apesar da liderança de Lula em todos os cenários, a pesquisa revela um aumento na desaprovação do seu governo. Atualmente, 55% dos entrevistados afirmam que não votariam no atual presidente, um crescimento em relação a 49% em janeiro e 45% em dezembro.

Quando questionados sobre uma possível reeleição de Lula em 2024, 62% responderam “não”, enquanto 35% responderam “sim”. No final do ano passado, 52% eram contra uma nova candidatura do presidente, e 45% apoiavam a ideia de um quarto mandato. Lula havia afirmado em sua campanha de 2022 que não buscaria um novo mandato, mas mudou seu discurso após assumir o cargo.

A pesquisa também indica que 15% dos entrevistados acreditam que Tarcísio de Freitas deve ser o candidato da direita caso Bolsonaro não possa concorrer. O governador paulista está à frente de Michelle Bolsonaro (14%) e Pablo Marçal (11%). Outros nomes mencionados incluem Ratinho Júnior (9%), Eduardo Bolsonaro (4%), Zema (4%), Caiado (4%) e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, com 3%.

Entre os eleitores que votaram em Bolsonaro na última eleição, há uma preferência maior por Michelle Bolsonaro (26%) e Tarcísio de Freitas (24%).

A pesquisa mostra que o Brasil permanece dividido politicamente: 33% se identificam como bolsonaristas ou de direita, 31% como petistas ou de esquerda, e 33% não têm um posicionamento político definido. Além disso, 44% dos entrevistados expressam mais medo de um eventual retorno de Bolsonaro à Presidência, em comparação a 41% que temem um novo mandato de Lula.