O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, manifestou preocupação em relação às novas tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em uma nota oficial, o governo alegou que essa medida viola compromissos assumidos pelos EUA em órgãos internacionais e que afetará todas as exportações brasileiras de bens para o país norte-americano.
“Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiras, o governo buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos”, afirma a nota.
Na quarta-feira (2), o governo de Donald Trump anunciou a taxação, justificando que se sente prejudicado pela política tarifária brasileira. No entanto, o governo Lula rebateu essa afirmação, destacando que, ao longo dos últimos 15 anos, os EUA registraram superávits comerciais significativos com o Brasil, totalizando US$ 410 bilhões. “A imposição unilateral de tarifa adicional de 10% não reflete a realidade”, argumentou.
Detalhes da nota do Governo Brasileiro
Na nota, o governo lamentou a decisão e reiterou que as tarifas adicionais, assim como outras já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, violam as obrigações dos EUA na Organização Mundial do Comércio. Dados do governo norte-americano indicam que o superávit comercial dos EUA com o Brasil foi de US$ 7 bilhões em 2024, alcançando US$ 28,6 bilhões quando considerados bens e serviços.
O documento enfatiza que, em defesa dos interesses nacionais, o Brasil manterá um diálogo aberto com os EUA para reverter essas medidas e mitigar seus efeitos. Além disso, o governo brasileiro está avaliando todas as opções disponíveis, incluindo o recurso à Organização Mundial do Comércio, para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral.
Ações Futuras
O governo também destacou a aprovação do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, que busca fortalecer a posição do Brasil nas negociações comerciais.