Há incerteza e preocupação, mas essas duas palavras são consideradas maus presságios, desta vez não da esquerda, mas da oposição, que hoje, mais do que nunca, se sente insegura, ansiosa e sem dormir. Isso é compreensível. Embora se saiba que a revolução não foi feita, o movimento de mudança está avançando e conquistando as consciências e os corações das pessoas.
A esquerda está pensando e agindo com serenidade, conseguiu entender que o momento político é de amplitude e consenso, de unidade e organização territorial popular, atuando na linha do fortalecimento da democracia e do aprofundamento das mudanças, enfrentando o poder do povo de frente e sem medo.
O sistema bipartidário se uniu em um esforço para reeditar a aliança política que levou à alternância no poder dos dois partidos, Liberal e Conservador, em uma tentativa de empurrar a sociedade colombiana de volta a um sistema de exclusão radical, no qual apenas os setores tradicionais de poder do capital se beneficiam.
A esquerda não perde o foco, sabe que este não é o momento de discutir espaços burocráticos ou de expor publicamente as diferenças. Embora se esteja entrando em uma fase tensa de construção de acordos, tem-se consciência de que o sectarismo deve dar lugar ao diálogo político construtivo em eixos centrais e estratégicos.
Na definição de um binômio presidencial, devem ser construídas regras claras para garantir os vários e poderosos pré-candidatos que hoje aspiram a sustentar as bandeiras da continuidade e do aprofundamento das mudanças e reformas. Na configuração das listas para a Câmara e o Senado, deve ser imposta uma ampla flexibilidade política e social para responder ao desafio nacional e territorial. É encorajador que vastos setores da sociedade colombiana tenham acolhido o chamado para se mobilizar em defesa das reformas, com um processo constituinte de consulta popular que, em essência, é uma posição política qualificada em apoio à renovação e à continuidade do governo de mudança.
Como a atual luta de classes é uma arena mutável na qual é necessário saber como pisar, o Pacto Histórico e as forças que o compõem e o lideram estão dando passos sólidos para alcançar a unidade, condição necessária para uma vitória popular.
No movimento em luta, há uma consciência de que o inimigo de classe não descansa e se recusa a desistir, chutando em meio à sua própria crise. A oposição continuará a usar todos os meios sujos, criminosos e imorais para impedir o avanço do povo. Por isso, desde o nível nacional até o territorial, devemos garantir a presença das iniciativas do Pacto Histórico nessa nova etapa.
Está chegando a Convenção Unitária, um evento histórico em que a esquerda e os progressistas se desprenderão de seus laços legais e contribuirão com seu potencial político para o projeto de renovação e transformação da sociedade colombiana por meio de novas bases programáticas, estatutos para um novo partido, uma rota eleitoral e um programa de luta para além de 2026.
Nas exigências do momento e nos desafios da perspectiva política, enquanto a unidade avança, a tarefa urgente e prática é a constituição dos comitês de consulta popular. Esses comitês são a semente vital da política de mudança presente e futura. Tomar a iniciativa e liberar o potencial coletivo e criativo das pessoas é a tarefa que todo cidadão, sujeito da mudança, deve realizar.
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