A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022. Os cinco ministros votaram a favor da aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os ministros que votaram a favor foram Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Com essa decisão, os acusados agora enfrentarão um processo penal que pode resultar em condenações.

Os réus incluem:

Esses oito indivíduos compõem o que a PGR chama de “núcleo crucial” da tentativa de ruptura democrática.

Votos dos Ministros

O relator Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar, apresentando um longo discurso de 1h50. Ele defendeu a aceitação da denúncia, destacando que:

Flávio Dino, em seu voto, também apoiou a denúncia e observou que:

O ministro Luiz Fux, embora tenha concordado com o recebimento da denúncia, sugeriu que a análise fosse realizada pelo plenário do STF, em vez da Primeira Turma. Ele ressaltou a importância da democracia, recordando sua atuação como presidente do STF durante a pandemia.

Cármen Lúcia, por sua vez, condenou os ataques à democracia como parte de um processo mais amplo, afirmando que “não se faz um golpe em um dia”. Em seu discurso, ela destacou os sinais de instabilidade política após o segundo turno das eleições, que a levaram a pedir a antecipação da diplomação do presidente eleito.

Cristiano Zanin, último a votar, acompanhou os colegas e destacou que a denúncia da PGR se baseia em um conjunto robusto de provas, e não apenas em delações. Ele também refutou o argumento de que os réus não estivessem presentes nos atos de 8 de janeiro, afirmando que suas ações anteriores culminaram nos ataques.

Próximos Passos

Com a decisão, os oito denunciados agora são considerados réus. Uma ação penal será aberta, na qual a PGR e as defesas poderão apresentar provas e depoimentos. No final do processo, os ministros decidirão se houve crime, e os réus podem enfrentar penas de prisão. A PGR alega que Bolsonaro e seus aliados formaram uma organização criminosa estável, com divisão de tarefas, para promover a ruptura democrática. Os crimes imputados incluem: