O dia 26 de fevereiro marca o segundo aniversário do falecimento da professora e dirigente sindical Viviane Jara Benitez, que tinha 39 anos quando morreu em decorrência de complicações após uma cirurgia de retirada do útero no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. O caso, classificado como erro médico, verificado em reportagens do hospital e da Prefeitura em primeira instância, embora ambas as instituições tenham recorrido da decisão.
A advogada da família, Dra. Solange Silva, informou que uma sindicância interna foi instalada no hospital para investigar o incidente. No entanto, o juiz responsável pelo caso leva em conta a documentação apresentada, incluindo o prontuário médico, suficiente para comprovar o erro. O caso também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público para apuração.
Na época, o diretor do Hospital Municipal, André Di Buriasco, comunicou que o mecanismo foi suspenso de suas funções. A mãe de Viviane, Dona Doraci Jara, expressa sua dor e indignação: “Ela era uma menina muito atenciosa. A cada ano sem ela, sinto essa perda mais intensamente. A justiça é um rompimento, mesmo que ela não volte.”
Liderança sindical
Viviane Jara Benitez foi eleita presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) em setembro de 2022, após obter mais de 90% dos votos. Antes, atuou como diretora de políticas sindicais e tinha formação em Pedagogia, com pós-graduação em Alfabetização e Educação Infantil. Seu legado como líder sindical é marcado por sua dedicação à defesa dos direitos dos educadores.
A nova presidente do Sinprefi, Viviane Fiorentin Dotto, reflete sobre a perda: “Ela queria muito estar à frente do sindicato. Sentimos sua falta em cada pauta, sempre a lembrar na nossa luta.”
Entenda o caso
Viviane passou por uma cirurgia eletiva no dia 16 de fevereiro de 2023, mas as consequências levaram a uma segunda cirurgia de emergência. A família foi informada de seu falecimento dez dias depois, causado por uma parada cardíaca. Um ano após sua morte, familiares e amigos realizaram um ato em frente ao Hospital Municipal para exigirem a responsabilização dos envolvidos.
Após dois anos, o legado de Viviane Jara permanece vivo na memória de todos que a conheceram, destacando a importância da luta pela justiça e pelos direitos dos educadores.