A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e 33 outras pessoas por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Dentre os denunciados, destaca-se Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), que é a única mulher na lista.

O Papel de Marília na Segurança Pública

Marília, que atuava como delegada da Polícia Federal (PF), foi nomeada subsecretária de Inteligência por Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF. Anteriormente, ela havia desempenhado funções importantes na Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça.

A PGR alega que Marília, junto a Torres e Fernando de Sousa Oliveira, ex-número 2 da Secretaria, não cumpriram suas obrigações de evitar os ataques que ocorreram. O documento da PGR destaca que suas ações demonstraram um descumprimento deliberado das responsabilidades de segurança pública.

Declarações e Ações

Em depoimentos, Marília afirmou que as forças de segurança estavam cientes das intenções de bolsonaristas de invadir prédios públicos. Durante a CPI dos Atos Antidemocráticos, ela defendeu que a Inteligência da secretaria não falhou, apesar de reconhecer que as informações coletadas não estavam coordenadas.

A ex-subsecretária relatou que, a partir de 6 de janeiro, um grupo de WhatsApp foi criado para compartilhar informações sobre as movimentações relacionadas ao resultado das eleições. Contudo, a PGR observou que Marília só enviou sua primeira mensagem ao grupo às 16h50, informando sobre a chegada da Força Nacional ao Palácio.

Contexto da Denúncia

A denúncia da PGR, apresentada em 18 de fevereiro, evidencia a gravidade das acusações e as potenciais consequências legais para os denunciados. Marília Ferreira de Alencar, portanto, se torna uma figura central nas investigações sobre os eventos de 2022, destacando-se como a única mulher envolvida no caso.