O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (17), da cerimônia de lançamento do Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras, realizada em Angra dos Reis (RJ). Durante o evento, foi anunciada a segunda licitação para o programa e assinados protocolos de intenções para o reaproveitamento de plataformas da Petrobras que estão em fase de desmobilização.
Lula enfatizou a importância do uso de produtos nacionais em projetos da estatal, afirmando: “Um país só será soberano quando o povo tiver orgulho não apenas de sua nação, mas do que produz e acredita”.
Licitação e expansão da frota
A Transpetro, subsidiária da Petrobras, lançou uma licitação pública internacional para a aquisição de oito navios gaseiros com capacidades de 7 mil, 10 mil e 14 mil metros cúbicos. Essa iniciativa faz parte de um programa que teve início em julho de 2024 e que, até janeiro deste ano, já contratou quatro navios da classe handy. Com essas novas contratações, a frota de gaseiros passará de seis para 14 embarcações, aumentando a capacidade de transporte de 36 mil para até 108 mil metros cúbicos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a indústria naval é essencial para a soberania nacional e o desenvolvimento do país, afirmando: “A Petrobras é um orgulho do Brasil”.
Fortalecimento da indústria nacional
A nova frota permitirá à Transpetro triplicar sua capacidade de transporte de GLP e derivados, além de possibilitar o carregamento de amônia. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a cerimônia representa um passo importante para o fortalecimento da indústria nacional e a reindustrialização do Brasil. “Estamos retomando políticas para uma cadeia industrial que foi desmantelada no governo anterior”, disse.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou a expectativa de que essas iniciativas gerem empregos de qualidade, afirmando que a Petrobras tem um papel crucial na liderança do crescimento da renda no país.
Compromisso com a produção nacional
Lula finalizou sua fala ressaltando a responsabilidade de defender o que se acredita: “Não é o Brasil que é da Petrobras; é a Petrobras que é do Brasil. Vamos continuar construindo navios, sondas e plataformas, além de pesquisar, produzir e refinar petróleo”.