Os moradores de Foz do Iguaçu pagaram R$ 377 milhões em impostos em 2024, um aumento de 18,7% em comparação ao ano anterior, quando o valor foi de R$ 317 milhões. Os dados foram obtidos através do Impostômetro, uma ferramenta da Associação Comercial de São Paulo que monitora a arrecadação tributária no país.
Esse levantamento abrange tributos federais, estaduais e municipais, e está disponível para consulta pública, reforçando o direito do cidadão de saber quanto contribui para o erário. Essa transparência é essencial para que os cidadãos possam avaliar a relação entre os valores pagos e os serviços prestados pelo poder público, como saúde, educação e infraestrutura.
A correlação entre o pagamento de impostos e a qualidade dos serviços é um dos pontos centrais nas ações de educação fiscal promovidas pelo Observatório Social de Foz do Iguaçu. O presidente da entidade, Jaime Nascimento, destaca: “Um imposto bem aplicado se reverte em uma cidade desenvolvida, trazendo bem-estar e prosperidade.”
Todo morador da cidade pode atuar como controlador social, contribuindo para a fiscalização do uso dos recursos públicos. O voluntário recebe formação específica e é acompanhado por uma equipe técnica. Jaime enfatiza que não é necessário ter formação específica ou muito tempo disponível para ser voluntário; apenas algumas horas e vontade de ajudar são suficientes.
Além do controle social, o Observatório também se dedica à elaboração e análise de indicadores de gestão pública e promove a educação fiscal por meio de projetos e ações integradas.
Um estudo recente do Observatório indica que Foz do Iguaçu está entre as cidades paranaenses que mais pagam impostos em relação ao porte e orçamento. A projeção para 2025 estima que a receita por morador chegue a R$ 3.854. Nos últimos 11 anos, a arrecadação por habitante aumentou 117%, enquanto o IPCA, indicador oficial de inflação, subiu 51%.
O voluntário Haralan Mucelini, responsável pelo estudo, questiona: “O morador está recebendo do setor público serviços na mesma proporção, em termos de qualidade?” A crescente carga tributária suscita preocupações sobre a eficácia dos serviços públicos oferecidos à população.