O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco histórico em 2024, com a realização de mais de 13,6 milhões de cirurgias eletivas, um aumento de 10,8% em comparação com 2023, quando foram realizadas 12,3 milhões de procedimentos.
As cirurgias eletivas são procedimentos planejados que não possuem caráter de urgência, como correções de hérnias e cirurgias ortopédicas. Essas intervenções dependem de agendamento prévio e disponibilidade na rede de saúde.
O Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), que prioriza cirurgias urgentes, também obteve resultados positivos. Em 2024, foram realizadas 5,3 milhões de cirurgias, representando um aumento de 18% em relação ao ano anterior, que registrou 4,5 milhões.
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2022 e 2024, o número de cirurgias aumentou em 1,5 milhão, equivalente a uma alta de 42%. Dessas, 1,4 milhão foram financiadas pelo PNRF, que visa reduzir as filas de espera na rede pública. Contudo, cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda aguardam procedimentos.
A falta de médicos especializados nos hospitais públicos continua sendo um desafio, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a carência é mais acentuada.
“Estamos trabalhando em programas que diminuem o tempo de espera para os pacientes. Nos últimos dois anos, concentramos nossos esforços na reestruturação do SUS, que passou por um período de desestruturação. Nosso objetivo é que a população receba atendimento em tempo hábil e com qualidade”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A ministra também anunciou, em Porto Alegre, medidas voltadas ao fortalecimento do SUS no Rio Grande do Sul. O Plano de Ação Regional do programa “Mais Acesso a Especialistas” tem como meta reduzir o tempo de espera para consultas e exames especializados. O programa prevê que pacientes com suspeita de câncer recebam diagnóstico em até 30 dias, enquanto outras especialidades terão prazo de até 60 dias.
Para a implementação do programa, foram destinados R$ 65 milhões ao Rio Grande do Sul, com suporte técnico e financeiro do Ministério da Saúde para a organização da demanda e ampliação dos atendimentos especializados.
“A saúde pública precisa ser ágil, eficaz e acessível para todos. Com esse programa, estamos garantindo um SUS mais organizado e resolutivo para a população gaúcha, especialmente diante dos desafios que o estado enfrenta na reconstrução dos seus serviços de saúde”, destacou Nísia.
Além disso, a ministra apresentou a Rede Alyne, que substitui a antiga Rede Cegonha e visa reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, priorizando o atendimento pré-natal e pós-parto, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.
No Rio Grande do Sul, estão previstas a construção de uma maternidade em Porto Alegre e um Centro de Parto Normal em Bagé, como parte das ações para melhorar a assistência às gestantes no estado.