O grupo Hamas anunciou a libertação de quatro mulheres israelenses, que estavam em cativeiro na Faixa de Gaza por 15 meses. A ação ocorrerá neste sábado e faz parte de um acordo de trégua com Israel, que inclui também a troca por prisioneiros palestinos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se atribuiu o mérito pelo acordo, expressou ceticismo sobre sua durabilidade. “Não é nossa guerra, é a guerra deles. Mas eu não confio”, afirmou Trump, que pressionou Israel a finalizar o pacto antes de assumir um segundo mandato.

Esta liberação segue uma troca anterior, onde três mulheres israelenses foram trocadas por 90 prisioneiros palestinos. Taher al Nunu, um porta-voz do Hamas, confirmou que mais quatro mulheres israelenses seriam libertadas em troca de um segundo grupo de prisioneiros palestinos.

Segundo informações do Exército israelense, a expectativa é que entre três e quatro mulheres sequestradas sejam liberadas semanalmente. Desde o ataque de militantes islamistas em Israel, em 7 de outubro de 2023, 251 pessoas foram sequestradas, das quais 91 ainda permanecem em Gaza. O Exército israelense acredita que 34 dessas pessoas tenham falecido.

Após retornar à Casa Branca, Donald Trump revogou um decreto de seu antecessor, Joe Biden, que impunha sanções a colonos israelenses acusados de violência contra palestinos na Cisjordânia. A Autoridade Palestina criticou essa decisão, afirmando que ela encorajaria colonos extremistas a cometer “mais crimes”.

Além disso, o Exército israelense lançou uma operação militar em Jenin, na Cisjordânia, com o objetivo de “erradicar o terrorismo”, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A operação resultou em seis mortes, conforme relatado pela Autoridade Palestina.