O programa Bolsa Família inicia hoje, 20 de janeiro de 2025, o repasse do primeiro benefício do ano para 20,4 milhões de famílias em todo o Brasil. O cronograma de pagamentos, que se estende até o dia 31, considera o final do Número de Identificação Social (NIS). Com um valor médio de R$ 673 por família, o investimento total do Governo Federal neste mês é de R$ 13,8 bilhões.
Dentre os novos benefícios implementados em 2023, destaca-se o Benefício Primeira Infância, que atende 9,1 milhões de crianças de zero a seis anos. Cada beneficiário nessa faixa etária recebe um adicional de R$ 150, totalizando um investimento de R$ 1,3 bilhão.
Além disso, três outros benefícios de R$ 50 cada são destinados a 1 milhão de gestantes, 381 mil nutrizes e 14,7 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, com um custo total de R$ 67 milhões.
Distribuição por estados e público prioritário
A Bahia é o estado com o maior número de beneficiários neste mês, totalizando 2,46 milhões de famílias, com um aporte federal de R$ 1,6 bilhão. São Paulo e Rio de Janeiro seguem na lista, com 2,44 milhões e 1,58 milhão de famílias atendidas, respectivamente.
Em janeiro, 83% dos responsáveis familiares que recebem o benefício são mulheres. O programa também abrange 239 mil famílias indígenas, 277 mil quilombolas, 378 mil compostas por catadores de material reciclável e 236 mil em situação de rua.
Destaques regionais e unificação de pagamentos
O município de Uiramutã, em Roraima, apresenta o maior valor médio de repasse, com R$ 1.020 para 2.276 famílias. Em contrapartida, 649 municípios brasileiros terão os pagamentos unificados devido a desastres naturais, incluindo 62 no Amazonas e 497 no Rio Grande do Sul.
Alterações em benefícios e regiões contempladas
O primeiro pagamento de 2025 resulta na exclusão de 1.199 candidatos eleitos nas eleições municipais de 2024, conforme instrução normativa publicada no Diário Oficial da União.
Em termos regionais, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com 9,3 milhões de famílias e um repasse de R$ 6,2 bilhões. A região Sudeste segue com 5,9 milhões, seguida pelo Norte, Sul e Centro-Oeste.