A Casa Branca anunciou recentemente que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, retirará Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo. Essa decisão está relacionada a um acordo mediado pela Igreja Católica, que prevê a liberação de manifestantes presos durante os protestos de 2021 na ilha, conforme reportado pela imprensa americana.

O governo Biden justificou a retirada ao afirmar que Cuba “não prestou qualquer apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses” e garantiu que não apoiará atos terroristas no futuro, segundo uma declaração oficial.

Com a exclusão de Cuba, apenas três países permanecem na lista: Coreia do Norte, Irã e Síria. A presença nesta lista implica restrições significativas, como a proibição de exportação de armas e limitações na assistência econômica e em empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Cuba esteve na lista de 1982 a 2015 por supostamente abrigar membros de grupos terroristas, como o ETA e as Farc. Em 2015, o então presidente Barack Obama retirou a ilha da lista, mas Donald Trump a reinseriu em seus últimos dias de mandato, citando a recusa de Cuba em extraditar membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia.

A decisão de Biden surpreendeu, uma vez que seu governo não apenas manteve, mas também impôs novas sanções ao regime de Miguel Díaz-Canel em resposta à repressão durante as manifestações de 2021. Nos últimos tempos, Cuba intensificou seus esforços para que Washington a retirasse da lista, uma demanda apoiada por ativistas e organizações de direitos humanos, já que as restrições impactam diretamente a população.

A retirada da lista pode ter um efeito significativo em um país que enfrenta uma grave crise econômica e um aumento no êxodo migratório. Com a posse de Trump prevista para 20 de janeiro, ele pode tentar reverter essa decisão e reincluir Cuba na lista, especialmente com Marco Rubio, conhecido por sua postura dura contra o regime cubano, como secretário de Estado.