Na noite de 10 de janeiro, o Assentamento Olga Benário, localizado em Tremembé, São Paulo, foi alvo de um ataque armado, resultando na morte de dois militantes do MST e deixando seis pessoas feridas. Cerca de dez indivíduos, utilizando cinco carros e duas motos, invadiram a área, disparando contra os assentados que estavam presentes.

O assentamento, regularizado pelo Incra há 20 anos, abriga aproximadamente 45 famílias. O ataque é um reflexo das tensões crescentes em torno da reforma agrária e da especulação imobiliária na região do Vale do Paraíba, onde o assentamento enfrenta constantes ameaças devido à sua localização estratégica.

A falta de políticas públicas eficazes por parte do governo estadual tem tornado os territórios de reforma agrária vulneráveis, aumentando a sensação de insegurança entre as famílias assentadas. Apesar de várias denúncias feitas a órgãos estaduais e federais, não houve uma resposta efetiva para garantir a proteção dessas comunidades.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) expressou solidariedade às famílias afetadas e convocou o Governo do Estado de São Paulo a realizar uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis pelo ataque e garantir que a justiça seja feita. O MST enfatiza que os assentamentos de reforma agrária não podem ser deixados à própria sorte e que é crucial que a regularização fundiária atenda aos direitos dos trabalhadores rurais, protegendo-os de oportunistas que ameaçam sua segurança e permanência na terra.