O Banco Central (BC) manifestou preocupação com o aumento da disseminação de fake news relacionadas ao sistema de pagamentos Pix. Nos últimos meses, informações enganosas têm circulado nas redes sociais, não apenas sobre o Pix, mas também sobre a atuação da instituição.
A autarquia reconhece a necessidade de atuar no combate à desinformação, buscando esclarecer rapidamente os fatos para proteger sua credibilidade e a confiança no sistema financeiro.
Recentemente, surgiram boatos de que o governo estaria desenvolvendo um controle sobre os gastos dos cidadãos via Pix, além de criar um novo imposto sobre esse meio de pagamento, em resposta a novas regras da Receita Federal sobre a declaração de transações financeiras. O BC ressalta que as transações financeiras são protegidas por sigilo bancário, um princípio constitucional, e não podem ser monitoradas.
Embora a Receita Federal e os fiscos estaduais tenham acesso a informações financeiras para fiscalizar o pagamento de impostos, a privacidade dos cidadãos é garantida. A nova norma exige que instituições de pagamento e empresas de cartão de crédito informem ao fisco movimentações financeiras acima de R$ 5 mil mensais, mas sem identificar a origem dos gastos.
O BC enfatiza a importância de manter o sigilo bancário, alertando que a desinformação pode levar os cidadãos a migrar para meios de pagamento menos transparentes, como o dinheiro em espécie. O sistema Pix, por sua vez, tem contribuído para a digitalização do sistema financeiro brasileiro.
Além do caso do Pix, o BC também enfrentou informações falsas no final do ano passado, quando rumores surgiram sobre declarações do presidente da instituição, Gabriel Galípolo. As postagens, amplamente compartilhadas, distorceram suas opiniões sobre a alta do dólar e a influência de uma moeda dos BRICS.
O Banco Central continua a monitorar a situação e a trabalhar para esclarecer quaisquer equívocos que possam afetar a confiança do público em suas operações e no sistema financeiro como um todo.