A partir de 1º de janeiro de 2025, o Brasil assume a presidência do BRICS, um agrupamento que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos membros como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. A presidência brasileira terá como foco o fortalecimento da cooperação política e econômica entre os países do Sul Global, promovendo uma governança global mais inclusiva e sustentável.

Eixos de atuação

Sob o lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global por uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, a presidência do Brasil se concentrará em dois eixos principais: a Cooperação do Sul Global e a Reforma da Governança Global. As prioridades da presidência estão definidas em cinco áreas estratégicas:

  1. Facilitação do Comércio: Desenvolvimento de meios de pagamento para facilitar o comércio e investimentos entre os países do agrupamento.
  2. Inteligência Artificial: Promoção da governança inclusiva e responsável da inteligência artificial para o desenvolvimento.
  3. Financiamento Climático: Aprimoramento das estruturas de financiamento para enfrentar as mudanças climáticas, em sintonia com a COP 30.
  4. Saúde Pública: Estímulo a projetos de cooperação em saúde pública entre os países do Sul Global.
  5. Fortalecimento Institucional: Reforço das estruturas institucionais do BRICS.

Visão do embaixador

O embaixador Eduardo Saboia, sherpa do Brasil no BRICS, destacou a importância do fórum para a construção de um mundo mais sustentável. “Se você quer construir um mundo melhor, o BRICS tem que ser parte dessa construção. O entendimento entre esses países ajuda a alcançar um entendimento mais amplo com outras nações”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Objetivos do BRICS

Um dos principais objetivos do BRICS é fortalecer a cooperação econômica, política e social entre os países membros e aumentar a influência do Sul Global na governança internacional. O embaixador Saboia ressaltou que a diversidade dos países membros traz soluções inovadoras para desafios comuns.

Agenda do Brasil como país anfitrião

Como anfitrião, o Brasil será responsável por organizar mais de 100 reuniões entre fevereiro e julho de 2025 em Brasília, que envolverão representantes dos países membros para discutir as prioridades da presidência. A Cúpula do BRICS, onde os chefes de Estado e de Governo deliberarão, está prevista para julho no Rio de Janeiro. O mandato do Brasil como presidente do BRICS se estenderá até 31 de dezembro de 2025.

Rotatividade da presidência

A liderança do BRICS é rotativa entre os membros, seguindo a ordem do acrônimo. Com a recente adesão de novos países, o agrupamento deverá discutir uma nova fórmula de rotatividade.