Lisboa (Portugal) – O mundo assistiu a um feito histórico na última semana. Entre as 06h45 do dia 7 de maio e as 17h45 da quarta-feira seguinte, Portugal funcionou integralmente com eletricidade vinda de fontes renováveis. Foram 107 horas seguidas em que o país não precisou ligar suas centrais térmicas a carvão ou gás natural.
O anúncio foi feito pela associação ambientalista Zero, em parceria com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), após análise dos dados da Rede Elétrica Nacional (REN).
Uma “Prova de Fogo” para a Rede
O recorde foi considerado uma vitória tecnológica. Manter a estabilidade de uma rede elétrica nacional apenas com fontes variáveis (como vento e água) é um desafio de engenharia. Portugal não só supriu 100% do seu consumo interno, como ainda conseguiu exportar o excedente para outros países da Europa.
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Fontes principais: A combinação de chuva (hidrelétricas) e vento (eólica) foi a chave para o sucesso na primavera europeia.
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Próximo passo: O desafio agora é ampliar a energia solar para repetir o feito durante o verão, quando a incidência de ventos e chuvas diminui.
Descarbonização e Futuro
Para os especialistas, este recorde prova que países podem ser muito mais ambiciosos em suas metas ambientais. A estratégia agora foca em:
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Mobilidade Elétrica: Incentivar o uso de veículos elétricos para que o transporte (maior emissor de poluentes) utilize essa energia limpa.
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Independência Energética: Reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, baixando a emissão de gases do efeito estufa.
O que isso ensina ao Brasil?
Com um dos maiores potenciais hídricos e solares do planeta, o exemplo português serve de combustível para o debate sobre a matriz energética brasileira. Em Foz do Iguaçu, vivemos a realidade da energia limpa diariamente através de Itaipu, e o sucesso de Portugal reforça que o futuro das cidades inteligentes passa, obrigatoriamente, pelas renováveis.
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