O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhará nesta segunda-feira (25) à Procuradoria Geral da República (PGR) o relatório final do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado visando manter Jair Bolsonaro no poder, mesmo após sua derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva.

Fontes próximas ao ministro indicam que o sigilo do relatório será mantido, diferentemente de outros casos, como as investigações sobre fraudes em cartões de vacina e desvios de joias, em que Bolsonaro também foi indiciado. A decisão de manter o sigilo visa garantir um “trabalho tranquilo” para a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Assim que receber o relatório, Gonet pretende analisar todas as informações em conjunto, incluindo dados sobre fake news, milícias digitais e atividades golpistas antes e depois das eleições de 2022. A PGR já possui material substancial de outros inquéritos relacionados, e a expectativa é que uma eventual denúncia sobre o golpe seja feita apenas em 2025, uma vez que a análise cuidadosa do material é essencial e requer tempo.

O relatório da Polícia Federal, que resultou no indiciamento de Bolsonaro e outras 36 pessoas, possui mais de 800 páginas e será examinado junto com as investigações anteriores. A equipe de Gonet inclui especialistas e procuradores dedicados, prontos para avaliar a complexidade dos casos.

A expectativa é que a PGR se manifeste ainda este ano, mas o recesso do poder Judiciário, que se aproxima, pode influenciar esse cronograma.