Os “kids pretos”, ou Forças Especiais (FE), são militares da ativa ou da reserva do Exército Brasileiro, com um efetivo aproximado de 2,5 mil integrantes. Nesta terça-feira (19), quatro desses militares foram presos por suspeita de planejar um golpe de Estado e assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes e incluem o general de brigada na reserva Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira. Também foi preso o policial federal Wladimir Matos Soares.
A nomenclatura “kid preto” é um apelido informal atribuído aos militares de operações especiais devido ao uso de gorros pretos. O processo seletivo para essas Forças de Operações Especiais é rigoroso, envolvendo militares voluntários que passam pelos cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais.
O treinamento acontece em instituições como o Centro de Instrução de Operações Especiais em Niterói (RJ), o Comando de Operações Especiais em Goiânia (GO) e a 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus (AM). Os “kids pretos” são preparados para atuar em missões com alto grau de risco e sigilo, incluindo operações de guerra irregular, terrorismo, guerrilha, sabotagem e planejamento de evasões.