A arte boliviana está de luto pela perda de Hugo Pozo, um dos mais destacados artistas do país, falece aos 75 anos. A notícia foi anunciada por seu filho, Guery Pozo, através das redes sociais, confirmando a morte de um fervoroso defensor da cultura e mentor de novas gerações.

Nascido em 1949, Hugo Pozo iniciou sua carreira no teatro há mais de 50 anos. Com uma sólida formação teatral de sete anos, ele não apenas brilhou nos palcos, mas também fundou sua própria companhia em 1992, onde transmitiu seu conhecimento e paixão às novas gerações de artistas.

Ao longo de sua carreira, Pozo participou de filmes emblemáticos como Chuquiago, Mi Socio e American Visa, além de obras teatrais memoráveis como Zambo Salvito, La Sanguchera de la Esquina, Husbands Exriendos e El Cumpleaños del Warjata. Seu personagem mais querido, o Warjata, tornou-se um fenômeno cultural, refletindo o homem de La Paz em suas virtudes e defeitos, e atraindo milhares de espectadores desde sua primeira apresentação.

Hugo Pozo também foi um mentor dedicado, enfatizando a importância da disciplina, pontualidade e dedicação em sua abordagem pedagógica. “Sou como um pai para eles”, afirmava, destacando a profunda conexão que estabeleceu com seus alunos, que o viam não apenas como um professor, mas como um apoio incondicional em suas vidas.

Em cada apresentação, Pozo ofereceu mais do que entretenimento; ele proporcionou um espelho da realidade boliviana, um espaço de arte onde se refletiam as experiências e lutas das pessoas. Com seu estilo inconfundível, abordou temas universais com um toque local, tornando-se porta-voz das emoções e desejos do povo boliviano. Apesar dos desafios que enfrentou, como a falta de apoio institucional às artes, nunca desanimou. “Sou um quixote da arte”, afirmou.

Além de seu trabalho artístico, Pozo era um homem de família, casado e pai de três filhos, que foram sua motivação constante. “Minha família sempre me apoiou nos bons e maus momentos”, disse, refletindo o amor genuíno que sentia por eles.

Com a morte de Hugo Pozo, a Bolívia não apenas perde um grande artista, mas também um professor que ofereceu, em cada apresentação, um espaço de arte que refletia as experiências e lutas do povo boliviano. Sua voz e seu riso continuarão a ressoar nos palcos e na memória de todos os bolivianos, garantindo que seu legado perdure por gerações.