A Páscoa nos faz lembrar do amor e da misericórdia de Deus. De acordo com a Bíblia, o sacrifício de seu Filho na cruz vem para libertar o mundo do pecado; seu sangue derramado traz à humanidade a salvação. Ao ascender à vida eterna no terceiro dia, Jesus, a própria encarnação de seu Pai, nos mostra que, apesar de todo o nosso sofrimento terreno, Deus irá nos julgar com justiça. Este é um dos fundamentos da fé cristã.
Nesta Páscoa, pedimos a toda a comunidade cristã do Brasil e do mundo que olhe para o sofrimento do povo palestino que vive na Terra Santa sob a ocupação militar de Israel. A Palestina – berço do Cristianismo, onde vivem as comunidades cristãs mais antigas do mundo – é hoje uma prisão a céu aberto, marcada pela opressão. Jesus nos ensinou que não podemos ser indiferentes diante de quem sofre.
O colonialismo de Israel na Palestina não tem nada de profético; ele é político, territorial e étnico-nacional. Se há alguma interpretação religiosa possível da ocupação é de que ela é um pecado contra Deus e a humanidade. Qualquer teologia – padre, pastor ou igreja – que legitime a violência de um Estado criminoso contra uma população civil está muito distante dos ensinamentos cristãos. Cristo viveu e morreu pela libertação dos oprimidos.
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A ressurreição do palestino Jesus, celebrada hoje, é a vitória sobre a morte, o pecado e o mal. É a esperança viva de que seremos julgados por Deus por nossos atos e nossas crenças. Pois sejamos dignos e solidários. A justiça que queremos para nós e para os nossos tem de ser a mesma que queremos para o mundo.
Uma Páscoa de muito amor, esperança e solidariedade a todos – especialmente às nossas irmãs e irmãos palestinos que professam a fé cristã.
Fé em Deus e na humanidade e justiça para a Palestina já!