*Por Claudio Siqueira

Sabe quando está aquele friozinho, que te dá preguiça de sair e tudo o que você quer é ficar dentro de casa comendo e fazendo aquilo que você gosta. Então, isso é ociosidade.

Quando temos nenhuma obrigação ou compromisso, ficamos livres e entediados, daí vamos fazer aquilo que nos apraz.

No século 17 d.C. Isaac Newton, estaria ocioso, sentado debaixo de um macieira quando, ploft!, eis que uma maçã lhe cai sobre a cabeça. Reza a lenda que esse fato colaborou para que Newton, cria-se a Teoria da Gravidade. Os gregos, criaram a filosofia Ocidental, porque tinham escravos para fazer tudo, aí ficavam totalmente atoa para discutirem qualquer ideia, valorizando apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas.

O dito “trabalho que dignifica o homem”, é justo, quando livre, não obrigatório. Uma vez que lhe for imposto, seja pelo sistema ou por necessidade, perde sua essência criativa, e esse trabalho é o que devemos relegar, imputando ás máquinas. O que quero dizer com tudo isso é, que o direito à preguiça, pelo incrivel que pareça, nos tornam mais criativos.

Executar uma atividade prazerosa e livre de pressões, ativa um pequeno grupo de regiões cerebrais, chamada de Circuito Mesocorticolímbico, que é responsável pelo aumento dos níveis de dopamina, que trás diversos benefícios para o corpo e mente. Ser livre para produzir, estimula nossa criatividade, nos fazendo alcançar resultados imensurávelmente melhores do que aquilo que é espremido pela rotina e por necessidade.

Fato é, a sociedade contemporânea estagna seus gênios, o consumismo desenfreado obriga o indivíduo a se enquadrar em um padrão de trabalho, visando apenas a manutenção da existência. Isso é algo que impede a evolução da humanidade e o alcance de uma vida plena.

A partir do momento que entendermos que devemos viver e não sobreviver, nossa visão de mundo será outra, daremos o devido valor para aquilo que realmente importa.

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*Claudio Siqueira é um cidadão iguaçuense com sotaque da fronteira.

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