FOZ DO IGUAÇU (PR)Viajar pela Europa com o euro valorizado não é tarefa simples, mas isso não significa que seja preciso cancelar os planos. Em muitos casos, a alternativa está em trocar destinos tradicionais por países onde o custo diário é mais baixo e a experiência continua rica em cultura, história e paisagens.

Mesmo com a moeda europeia em alta, ainda existem países onde é possível gastar entre 40 e 50 euros por dia, incluindo hospedagem, alimentação, transporte e passeios. A economia começa na escolha do destino e no planejamento, desde a passagem aérea — que pode ser encontrada, em média, por cerca de R$ 2.100 com pesquisa antecipada — até o estilo de viagem adotado.

A seguir, uma lista de países considerados mais baratos para viajar na Europa, baseada em experiências reais e em roteiros já realizados. Outros destinos do Leste Europeu e dos Bálcãs também poderiam integrar a relação, mas o foco está apenas nos países já visitados.

Portugal

Porto Douro do Douro. Foto: Divulgação/Civitatis

Morando há mais de um ano em Portugal, é possível afirmar que o país está entre os mais baratos da Europa Ocidental. Em cidades como Lisboa e Porto, refeições completas com bebida podem custar cerca de 10 euros ou menos. A hospedagem também é acessível, com hotéis simples ou hostels oferecendo quartos privativos por aproximadamente 20 euros por pessoa, enquanto quartos coletivos saem ainda mais em conta. Com tantas atrações espalhadas pelo país, é fácil gastar pouco e aproveitar bastante.

Espanha

Teatro Romano em Mérida. Foto: Divulgação/Civitatis

A Espanha disputa com Portugal o posto de destino mais barato da Europa Ocidental. Fora de cidades mais caras, como Barcelona, é possível manter um gasto diário em torno de 40 euros, chegando a 50 euros para quem busca mais conforto. Os hostels, equivalentes a pequenas pousadas, são confortáveis e econômicos, e os restaurantes oferecem boas opções a preços acessíveis. Um atrativo adicional são os bares, que costumam servir tapas com as bebidas.

Bulgária

Catedral de Santo Alejandro Nevsky à noite. Foto: Divulgação/Civitatis

Na Bulgária, o gasto médio pode ficar em torno de 35 euros por dia, mesmo alternando entre quartos privativos e coletivos e fazendo refeições em restaurantes diariamente. O país, um dos mais antigos do mundo, reúne cidades charmosas ainda pouco exploradas pelo turismo de massa. A moeda local é o lev, que equivale aproximadamente à metade de um euro, o que contribui para o baixo custo da viagem.

Romênia

Fortaleza de Rupea. Fotos: Divulgação/Civitatis

A Romênia também permite manter o orçamento sob controle. Além da capital Bucareste, conhecida pela vida cultural e noturna, a região da Transilvânia se destaca pelos castelos, paisagens montanhosas e vilarejos coloridos. A moeda local é o leu, sendo necessários cerca de quatro leus para equivaler a um euro.

Hungria

Parlamento de Budapeste. Foto: Divulgação/Civitatis.

A Hungria chama atenção pelos preços baixos e pela riqueza cultural. A moeda local, o florim, é desvalorizada em relação ao euro, o que torna alimentação, transporte e hospedagem bastante acessíveis. Budapeste é um dos grandes destaques do Leste Europeu, conhecida pela arquitetura, vida noturna animada e pelos famosos pubs em ruínas no distrito judeu. Aproximadamente 315 florins equivalem a um euro.

República Tcheca e Eslováquia

Dresden é uma das cidades mais bonitas e visitadas. Foto: Divulgação/Civitatis.

A República Tcheca e a Eslováquia já formaram um único país e ainda compartilham semelhanças culturais e linguísticas. Ambos oferecem custos relativamente baixos e boa infraestrutura para viajantes. A República Tcheca utiliza a coroa tcheca, com conversão média de 24 coroas para um euro, enquanto a Eslováquia adotou o euro. A dica é aproveitar a culinária local e, especialmente, as cervejas, famosas nos dois países.

Grécia

Acrópole de Atenas. Foto: Divulgação/Civitatis.

Entre os países listados, a Grécia é o destino mais caro, mas ainda pode ser viável para quem planeja bem. Fora da alta temporada, especialmente evitando julho e agosto, e deixando de lado ilhas mais caras, como Mykonos, é possível viajar com cerca de 55 euros por dia. Reservas antecipadas ajudam a reduzir custos, e a recompensa vem na forma de paisagens, gastronomia e hospitalidade que fazem o esforço valer a pena.

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