Na próxima terça-feira (5), às 14h, em frente ao Fórum Judicial de Foz do Iguaçu, será realizada a 4ª edição do movimento “Terreiro Resiste”. A iniciativa, de caráter pacífico, defende a liberdade religiosa, combate a intolerância e busca dar visibilidade ao processo judicial que o Templo de Umbanda Rei das Matas enfrenta desde 2022.

Segundo Philipe de Logunedé, sacerdote do terreiro, o processo foi motivado por um caso de racismo religioso. Na ocasião, moradores da região tentaram impedir as atividades do templo e intimidar seus frequentadores com ações hostis, como rojões direcionados ao espaços sagrados, chutes no portão e uso de caixas de som em volume máximo perturbando a liberdade de práticas religiosas.

Desde então, a comunidade relata ataques contra a fé, os rituais e a existência do povo de axé. “Apesar disso, decidimos resistir, transformando a dor em luta e a resistência em tradição”, afirma Pai Philipe.

O Terreiro Resiste já realizou três edições anteriores, reunindo pessoas de diferentes origens, idades, crenças e caminhos espirituais. Os encontros são marcados por atabaques, cantos e espiritualidade, fortalecendo a união coletiva contra o preconceito.

O chamado é aberto a toda a comunidade de axé, defensores da liberdade religiosa, pessoas que lutam contra o racismo e todos que acreditam em um país justo, plural e acolhedor.

O ato será um espaço livre para que diversas bandeiras de luta sejam erguidas com dignidade e respeito, unindo o sagrado e espiritual à defesa dos direitos humanos. Os organizadores orientam que os participantes usem roupas brancas e tragam sua fé, axé e força para caminhar juntos. “Enquanto houver racismo, haverá resistência. E enquanto houver terreiro, haverá esperança.” — Pai Philipe.

Informações: